Morreu, na manhã de hoje, aos 92 anos de idade, o músico e saxofonista Chico da Conceição, vítima de doença.
Chico da Conceição perdeu a vida no Hospital Central de Maputo (HCM), para onde foi evacuado e deu entrada pelas 10:00 horas, vindo a perder a vida meia hora depois.
Fonte familiar, que confirmou a notícia ao nosso jornal, avançou, que há dois anos, que o instrumentista não gozava de boa saúde, exibindo sinais de debilidade física e de saúde.
No entanto, nas últimas duas semanas o autor de “Marrumana”, entre outros sucessos, mostrou estar a melhorar, facto, que animou amigos e familiares. Porém, esta manhã a família foi surpreendida com o agravamento do seu estado de saúde.
A mesma fonte avançou que, amanhã será realizado o velório na capela do Hospital Central de Maputo, transladando-se, depois, o corpo para a província de Inhambane, onde será sepultado.
Portador de deficiência visual desde 1975, Francisco João da Conceição, de seu nome completo, nasceu a 14 de Junho de 1927, na cidade de Inhambane.
Terceiro de quatro filhos do casal João António da Conceição e Domingas Liberato Quinhas, Chico da Conceição dedicou mais de 70 anos à causa das artes e cultura, particularmente, a música e o saxofone, seu instrumento predilecto.
Músico de reconhecido mérito, o seu percurso artístico foi marcado por prémios e condecorações. Em 1985 foi condecorado com a Ordem Samora Moisés Machel, em reconhecimento ao seu contributo na área da música. No ano 2014, pelas mãos do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, foi atribuído a medalha de Ouro.
História da luta armada de libertação nacional contada em fotografias, coletâneas, documentos e livros mantem-se intacta no museu de Chai, no distrito de Macomia, em Cabo Delgado. O local tem sido palco para pesquisas acadêmicas e de visita de turistas nacionais e estrangeiros que querem aprofundar a história do país
Moçambique e China exibem em Maputo intercâmbio cultural no contexto da consolidação da cooperação bilateral. O evento realizou-se no âmbito das festividades do septuagésimo aniversário da República Popular da China.
Músico, Moreira Chonguissa, integra o leque de estrelas do jazz, no Festival Anual Joy of Jazz, que tem lugar próximo mês, em Sandton, na África do Sul.
O saxofonista moçambicano considera o convite resultado de trabalho árduo que tem estado a desenvolver em Moçambique.
Em “Memórias”, Ulisses Oviedo é um africano que traz à luz o seu sentimento, através de obras idealizadas a partir de 2006 Partindo da tradição oral, o artista e professor de artes, Ulisses Oviedo, montou a exposição “Memorias”, na Fundação Fernando Leite Couto, onde regressa ao seu passado enquanto artista contemporâneo apaixonado, diga-se, à primeira vista, pela África.
Ulisses Oviedo expõe “Memórias” na Fundação Fernando Leite Couto e torna obrigatório regressar ao passado de um artista cubano, que se deixou apaixonar por Moçambique e, em particular, pela África. Assim, Oviedo pinta as suas “Memórias”, partindo de 1990, altura em que chega a Maputo, para leccionar na Escola Nacional de Artes Visuais.
O trabalho artístico de Ulisses Oviedo, numa leitura supérflua, parece feito de metais, com recurso à técnica de soldadura, muito explorada, a título de exemplo, por artistas contemporâneos como Bata e Gonçalo Mabunda. Da mesma maneira, parece fazer uma leitura corrida sobre os intervalos de guerra em Moçambique.
Entretanto, Oviedo disfarça o metal pintando a cartolina e, talvez, por esta via, a exposição inicie com rostos e máscaras, aparentemente metálicas, que na verdade foram bem pintadas de modo a parecer o que não é. Outra técnica, pouco usada em Moçambique, é a japonesa “Origami”, aqui misturada ao acrílico, para dar origem à técnica mista e, diga-se, por esta via, a imaginação e o talento de Oviedo são a matéria-prima para a materialização da sua sexta exposição individual.
Em “Memórias”, Ulisses Oviedo é um africano que traz à luz o seu sentimento, através de obras idealizadas a partir de 2006, dois anos depois de ter exposto “Retrospectivas”, no Museu Nacional de Arte, em Maputo, onde em termos de conceito, encontra na mesma ideia de regresso, o elemento que lhe ditou a técnica.
A forma como Ulisses Oviedo trabalhou a sua exposição, revela a sua paixão pela oralidade, uma das principais características do continente africano, que transcende manifestações como a poesia e a música. Aqui, Oviedo está claro, monta os materiais como quem canta. Alinha, na galeria da FFLC, os instrumentos musicais, como quem monta uma banda de música tradicional.
Ora, esta oralidade que ganha seu maior eco na música, mas também nas máscaras, que por um lado podem significar que a maior riqueza do continente africano está encoberta e, por outro, divaga pela dança tradicional, levando para representações como o nortenho “Mapiko”, que atravessa as fronteiras rumo a países como o Zimbabwe e o Malawi. Oviedo, pela música e dança, encontra uma das melhores maneiras de exaltação da sua africanidade.
Mas, há mais elementos, nesta coisa de oralidades, como é o caso da tradicional maneira de controlar as horas usando as aves. Oviedo consegue representar e nomear aves, levando o apreciador a realidade ou às narrativas sobre os galos. Do mesmo jeito, dá liberdade a um “Passaro acordado de ilusões”.
Mas, de outros tantos elementos, o artista e professor de desenho no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC) não se esquece do lado espiritual da África, este mesmo que mais antigo que a sua chegada e idade (nascido em 1952, Cuba), até mesmo às viagens missionarias do Ocidente, conforme explica a obra dedicada “aos nossos Deuses”.
A exposição de pintura “Memorias”, de Ulisses Oviedo, estará patente até 28 de Agosto, na Fundação Fernando Leite Couto.
O auditório do BCI acolhe, esta quarta-feira, a cerimónia de abertura da Exposição de Arte “Ntsate”, dos artistas moçambicanos Hlalala, Fiche e Timana.
A mostra é composta por cerca de 40 obras de cerâmica, acrílico sobre tela, desenho, acrílico sobre pele, escultura e/ou modelação, em casca de ovo de galinha; desenho e/ou escrita em ovo de galinha.
Refira-se que a mostra pode ser vista, com entrada livre, até ao dia 24 de Agosto.
Após pedido de Kanye West ao Presidente, o incidente envolvendo o rapper detido ganhou contornos de diplomacia internacional.
O caso envolvendo A$AP Rocky mereceu de Donald Trump atenção especial, ao ponto de o presidente norte-americano ter enviado Robert C. O’Brien (na imagem), um especialista em casos de negociações de reféns.
No passado dia 30 de junho, numa altura em que A$AP Rocky estava em Estocolmo para um concerto, o rapper e a sua comitiva viram-se envolvidos num incidente nas ruas da capital sueca, que levou a detenções por agressão por parte das autoridades locais.
A$AP Rocky foi mesmo detido e o seu caso há muito que deixou de ser um simples caso de justiça sueca para se tornar um incidente internacional.
Numa primeira fase, surgiram denúncias das condições em que estaria detido e o envolvimento de outras celebridades, que apelaram à sua libertação. Este mês, foi o próprio Donald Trump quem anunciou que ia falar com a Suécia a propósito do caso, a pedido do rapper Kanye West, de quem é próximo.
Para além da tensão diplomática, que já implicou críticas de autoridades suecas à pressão de Trump, o caso conta agora com mais este sinal de que a Casa Branca está a dar particular atenção ao caso.
Robert C. O’Brien, explica o New York Times, já marcou presença no tribunal, onde esteve sentado entre fãs e pessoas próximas do rapper, mas também de simples curiosos. E é possível que fique algum tempo por terras suecas. "O Presidente pediu-me para vir aqui e apoiar estes cidadãos norte-americanos", afirmou, acrescentando de seguida: "estarei por cá até que eles vão para casa".
Rocky declarou-se inocente. Na próxima quinta-feira deverá prestar declarações em tribunal no julgamento deste caso de agressão que ganhou contornos geopolíticos.
Doze artistas moçambicanos, entre músicos, instrumentistas, bailarinos e coreógrafos integram a delegação que vai apresentar espectáculos musicais na República Popular da China em Agosto próximo. O evento coordenado pelo bailarino e coreógrafo, Casimiro Nyusi, insere-se no contexto das celebrações dos setenta anos da Fundação do Instituto Cultural da China. O grupo de artistas leva na manga uma mistura de ritmos musicais modernos e tradicionais, ilustrados em bailado a ser exibido num espectáculo que se espera espelhe a cultura que caracteriza o povo moçambicano. A fusão entre a música ligeira, a modernidade, a tradição dança, os instrumentos executados pelos artistas, fazem do evento uma simbiose cultural característica de moçambicanos. A deslocação de artistas moçambicanos à China, é descrita como o reforço da amizade e cooperação entre Moçambique e China no âmbito das celebrações dos 70 anos do Instituto Cultural daquele país asiático. Além dos artistas já citados, integram igualmente a delegação moçambicana ao evento, membros da Companhia Nacional de Canto e Dança.
O jornalista, professor e escritor Calane da Silva diz que os programas de ensino em Moçambique devem introduzir livros de leitura obrigatória, para alargar o conhecimento. Este pronunciamento foi feito, ontem (segunda-feira), no Centro Cultural Português, em Maputo. Ele falava durante um encontro no âmbito da iniciativa “Escritor do Mês”, dedicada à escritora moçambicana Noémia de Sousa.
Artista plástico de setenta e seis anos expõe o mistério da vida em telas pintadas na cidade de Quelimane. Com cinquenta e seis anos de carreira, Khumalemo, quer abrir uma escola de arte, para partilhar o conhecimento com os mais novos.
Mais personalidades e cidadãos anónimos abraçam a caravana “Pintar-te Moçambique”, iniciado pelo Presidente da República Filipe Nyusi. Esta terça-feira, foi a vez da Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, do Presidente do Conselho Autárquico de Maputo, Eneias Comiche, e da Ministra da Juventude e Desportos, Nyelete Mondlane, colocarem o pincel sobre a obra, que deverá escalar todas as províncias do país.
Salimo Muhamed grava novo disco. Um álbum que estará disponível ao público dentro de aproximadamente dois meses. A nova obra discográfica comporta dez canções, todas inéditas, que o artista foi compondo ao longo da carreira. Salimo diz tratar-se de um clássico africano que quer dedicar os seus seguidores.