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Congresso Nacional Africano, ANC, lança debate das teses para o seu Congresso a ter lugar em Dezembro próximo.
No documento, com 9 temas essenciais da vida política, económica, social e cultural do país.
O ANC reconhece que está a perder a confiança das massas por causa de corrupção generalizada, fraco desempenho do governo e abuso de processos da organização para ganhos individuais.

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O Sucessor de José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, garantiu aos Angolanos que caso ganhe nas eleições de Agosto, o combate a corrupção será prioridade da agenda governativa.
João Lourenço falava hoje, na cidade de Lubango numa cerimónia pública de apresentação do candidato realizada pelo partido no poder, MPLA.
“Apertar o cerco a corrupção” é o principal manifesto eleitoral que se pode transformar em programa de governação de Joao Lourenço, sucessor de José Eduardo dos Santos.
O candidato do MPLA, partido no poder em Angola, apresentou-se oficialmente hoje, em Lubango, segunda maior cidade do país, perante cerca de cem mil apoiantes.
A corrupção tem sido acusada por várias forças da sociedade Angolana e fora, como estando a marcar severamente a administração do actual governo. E como estratégia eleitoral, alguns analistas vêm o MPLA e o seu candidato a usarem o Combate como a palavra-chave.
Facto é que, de agora para Agosto, altura marcada para as eleições gerais, pouco tempo resta para convencer o eleitorado.
Entretanto a ser concretizada a promessa de “cerco apertado” à corrupção, a acção poderá dar uma reviravolta. É que alguns membros do governo do dia são citados como envolvidos em casos de corrupção. E o caso mais recente é de Manuel Vicente, vice-presidente de Angola e ex-presidente da petrolífera Sonangol, acusado de branqueamento de capitais pelas instituições de direito de Portugal. Factos como estes podem ser aproveitados como cavalo-de-batalha dos opositores políticos de João Lourenço e seu partido.

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O Egito do pós Primavera Árabe vive cada vez com maiores dificuldades. As recentes medidas tomadas pelo presidente Al Sissi para tentar o reequilíbrio macro-económico estão a afundar diariamente a economia. A crise profunda que o país atravessa levou o presidente a fazer mudanças no governo. O parlamento aprovou na terça-feira o nome dos novos ministros que deverão aplicar a austeridade.

A crise ilustra-se nomeadamente por uma inflação galopante. Em setembro de 2016 atingia os 13%, em dezembro, 24% e no princípio deste ano chegou aos 30%

Em paralelo com a inflação, a libra egípcia está em forte queda nos mercados internacionais: Desde outubro de 2016, a moeda perdeu metade do valor, de 8,83 libras por dólar em novembro de 2016 passou para 16 libras por dólar em janeiro de 2017. Esta situação deve-se, em grande medida, ao plano de reformas económicas impostas ao país pelo Fundo Monetário Internacional (FMI.)

Os produtos de primeira necessidade como o arroz, a farinha, o café e o açúcar – na maioria importados – viram os preços subir 80% em apenas alguns meses. Todos os outros produtos sofreram uma subida da ordem dos 40%.

E o Egito importa cada vez mais produtos essenciais. No biénio 2016-2017 o consumo de trigo ronda os 20 mil milhões de toneladas. O país importa quase 12 milhões, bem mais de metade.

As famílias, completamente esmagadas pela subida dos preços viram-se, cada vez mais, para os produtos manufaturados localmente. Mas, mesmo assim, a situação é difícil como refere um comerciante, Emad Maher: “Não há um cliente que não se queixe. Coisas que costumavam custar 1 libra agora custam 5, e o que quer que custasse 5, agora custa 10 libras. Alguns preços são exagerados, mas não sei porquê. Há uma razão para que o governo deixe isto acontecer. Qual é a razão, não sabemos”.

A razão é que o FMI acordou um empréstimo de 12 mil milhões de dólares ao Egito em troca de medidas drásticas de austeridade para estabilizar os indicadores macro-económicos. A situação para os egípcios tem tendência a piorar com a segunda vaga de restrições orçamentais já prevista. Em preparação está o aumento do IVA e o fim das subvenções do Estado aos produtos de grande consumo.

terça, 07 fevereiro 2017 17:02

Violência contra emigrantes na África do Sul

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Casas, carros e estabelecimentos comerciais de emigrantes africanos foram queimados em Rosenttenville, sul de Joanesburgo, numa alegada guerra contra suspeitos traficantes de droga e promotores de prostituição.

O Presidente da cidade Herman Mashaba, defende todos os emigrantes ilegais de Joanesburgo, a deportação de para seus países de origem.

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As últimas decisões do presidente Donald Trump relativas à movimentação de refugiados e emigrantes dividiram os Estados Unidos onde reina a preocupação e alguma confusão. Já que alguns cidadãos com dupla nacionalidade vindos dos sete países proibidos estão autorizados a entrar nos EUA, mas outros não.

Segundo o Secretário da Segurança Interna dos Estados Unidos, John Kelly, os sete países com interdição temporária podem estar sujeitos a uma proibição indefinida e outros países podem vir a ser adicionados a esta lista.

As relações externas com os Estados Unidos já se fazem ressentir.
O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi considera esta proibição como sendo “uma ofensa” ao seu país e espera que a situação seja rapidamente invertida. O Iraque está na lista dos sete proibidos.

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